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Festas e Rodeios

Backstreet Boys estão de volta com estádio lotado em SP, dancinhas modestas e ótima performance

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Grupo esgotou ingressos e fez show carismático e cheio de sucessos para mais de 45 mil pessoas no Allianz Parque nesta sexta-feira (28). Depois de algumas passagens pelo Brasil com apresentações em casas menores, os Backstreet Boys provaram nesta sexta-feira (28) que sempre podem voltar a, além de chacoalhar os seus corpos, lotar estádios.
Em um show com ingressos esgotados no Allianz Parque, em São Paulo, o quinteto fez uma excelente performance para os cerca de 45.500 fãs e mostrou que o tempo pode até ter provocado coreografias mais modestas, mas não afetou seu carisma ou suas habilidades vocais.
O público — composto por maioria feminina, mas com muito mais homens do que na última passagem pela cidade, em 2015 — acompanhou com empolgação, gritos, pulos e danças a maior parte da apresentação de pouco menos de duas horas.
Se o fôlego do grupo que completa 30 anos de carreira em 2023 não sustenta mais a mesma qualidade coreográfica de outrora, a experiência conquistada ao longo dessas três décadas mais do que compensa.
Como grande parte dos fãs presentes não conhecia tão bem as músicas do disco mais recente, “DNA” (2019), os antigos garotos aproveitaram a oportunidade para apresentar as ótimas canções com a intensidade de quem confia e se diverte com sua evolução.
E, se nada mais desse certo, algumas cuecas lançadas ao público sempre funcionam.
Os Backstreet Boys encerram sua passagem pelo país neste sábado (28), com mais um show no estádio do Palmeiras.
Backstreet Boys cantam em SP
Iris Alves/Divulgação
Braço curto, carisma longo
A apresentação tem mais de 30 músicas listadas, mas algumas delas fazem quase participação especial, com apenas alguns versos cantados. Isso acontece com “Everyone”, responsável por abrir o show.
O grupo logo parte para “I wanna be with you”, mas foi a terceira canção, “The call”, quem acorda de vez o público.
Pouco depois, Brian fica sozinho no palco, em outra tática muito usada pelo quinteto. Ao longo das duas horas, quase todos têm seu momento solo, ou pelo menos em dupla.
Em “Get down (you’re the one for me)”, os fãs vão ao delírio, por mais que os Backstreet Boys dêem os primeiros indícios de que os mais de sete anos desde a última passagem tenha cobrado seu preço.
As dancinhas ainda estão lá, mas os movimentos são muito mais contidos do que em 2015 — quando eles já não poderiam ser mais considerados tão jovens.
Não é questão de preguiça, mas eles claramente precisam guardar um pouco de energia para o show longo. Passos mais elaborados dão lugar a mãos ao ar, dedos apontando, alguns giros modestos e um sobe e desce nos poucos degraus que compõem o palco.
A falta de coreografias é compensada pelo carisma dos integrantes. É notável perceber, ao longo do show, como algum deles sempre está em contato direto com a plateia, seja mandando beijos, piscadelas ou “eu te amo”s.
Backstreet Boys cantam em SP
Iris Alves/Divulgação
Cueca por calcinhas
Algumas músicas depois, é hora de trocar a roupa. Os fãs gritam, como se o artifício não fosse dos mais antigos. Mas alguns truques são clássicos porque funcionam.
“Show me the meaning of being lonely” emociona e merecia ser mais celebrada na carreira do grupo. Talvez pelo combo de sentimentos, “Incomplete”, outra balada, é uma das que mais empolgam. As sequências mostram um belo planejamento do show.
Pelo menos até o trio seguinte, “More than that”, “The way it was” e “Chances”, quando o público dispersa um pouco. Muita gente aproveita para comprar cerveja.
A segunda delas é cantada quase solo por Nick Carter, que mostra que ainda tem um bom alcance em agudos depois de conversar com os fãs sobre os 30 anos dos Backstreet Boys e comandar o antigo coro que divide o estádio em palavras diferentes.
Momentos depois, o palco é ocupado apenas por AJ McLean, Kevin Richardson e um uma caixa misteriosa. O primeiro brinca com os fãs, o segundo repete a pergunta feita em 2015, se estão prontos para festejar como se fosse 1999 — ano de “Millenium”, um de seus principais discos.
Mas logo a plateia vai à loucura ao descobrir que a estrutura está ali para que a dupla possa trocar de roupa no palco. Momento ideal para AJ retribua os anos recebendo calcinhas e sutiãs e jogue sua — ou pelo menos uma — cueca para o público.
Backstreet’s back
Se o estádio não estivesse entregue a essa altura, “Quit playing games (with my heart)”, “As long as you love me” e “No place”, com um belo vídeo no qual os integrantes cantam acompanhados das mulheres e dos filhos, arrematam quem não estava convencido ainda.
Pouco depois, todos desaparecem novamente e retornam vestidos de branco, no melhor estilo da capa de “Millenium”.
Vem então uma sequência dançante quase sem pausas, encabeçada por “Everybody (Backstreet’s back)”, que, apesar de uma versão pseudoeletrônica estridente, mostra que guardar energias era uma boa ideia.
“I want it that way”, de longe a mais cantada pelos fãs, encerra a parte regulamentar do show.
O quinteto ainda retorna para um bis breve, com “Don’t go breaking my heart”, a mais celebrada do disco novo, e “Larger than life”.
Em 2015, os Backstreet Boys fizeram um bom show e lotaram uma casa com pouco mais de 8,4 mil pessoas. Menos de oito anos depois, quase 30 desde o início de suas carreiras juntos, eles voltam a dominar um estádio.
Pelo menos no Brasil, os Backstreet Boys estão realmente de volta.

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Coldplay ainda faz música de verdade ou apenas trilha para palestra motivacional?

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‘Moon Music’, 10º álbum do grupo britânico, desperdiça boas participações em melodias ao mesmo tempo sem referência e sem identidade; veja análise do g1. g1 analisa ‘Moon Music’, novo álbum do Coldplay
O Coldplay lançou nesta sexta-feira (4) “Moon Music”, seu 10º álbum de estúdio — segundo o vocalista Chris Martin, o antepenúltimo da banda, que pretende parar de fazer música após o 12º trabalho. As dez novas faixas, no entanto, deixam a sensação de que eles já pararam.
Nas últimas décadas, o grupo britânico viveu uma das maiores transformações musicais do pop mundial. Foi do rock alternativo melancólico do disco “Parachutes” (2000), influenciado por nomes como Oasis e Radiohead, ao pop motivacional de arena, mostrado principalmente a partir de “Viva la Vida or Death and All His Friends”, de 2008.
A fase mais recente transformou o Coldplay em um fenômeno de venda de ingressos. Iniciada em 2022, a turnê global “Music of the Spheres” arrecadou US$ 945,7 milhões e foi descrita pela revista “Billboard” como a mais lucrativa de todos os tempos para uma banda de rock.
Coldplay no Rock in Rio 2022
Stephanie Rodrigues
No ano passado, o espetáculo visual cósmico, com lasers, fantoches e pulseirinhas coloridas, passou pelo Brasil em 11 apresentações de estádios, com entradas esgotadas.
Ainda assim, fãs mais antigos torcem o nariz — e torcem por algum indício de retorno da banda às raízes. Esses podem desencanar: o “Moon Music” segue a mesma atmosfera etérea-edificante do trabalho anterior de 2021, o que dá nome à turnê quase bilionária.
Nesses dois álbuns, “Music of the Spheres” e “Moon Music”, o ponto alto são as participações. O primeiro tem Selena Gomez e o grupo de k-pop BTS no auge. O novo disco traz a cantora nigeriana Ayra Starr enriquecendo os vocais de “Good Feelings”, pop funkeado sobre a importância de cultivar bons sentimentos.
Em “We Pray”, louvor com levada de rap, está o também nigeriano Burna Boy, outro astro do afrobeat. Com hits e artistas escalando nas paradas, o pop africano ganhou força global em 2024. Mas o que poderia ser uma boa referência no álbum do Coldplay acaba diluído em melodias que parecem de inteligência artificial.
O disco consegue ser, ao mesmo tempo, sem referências e sem identidade: os arranjos não se conectam de verdade com nenhum movimento musical. Já as letras falam de um mundo sem complexidade, onde apenas o poder do amor é capaz de resolver problemas geopolíticos e unir nações em guerra.
“One World”, a música que fecha o “Moon Music”, tem Chris Martin em um instrumental onírico repetindo as palavras “um mundo, apenas um mundo”, para depois concluir: “No fim, é só amor”.
Capa de ‘Moon Music’, 10º álbum do Coldplay
Divulgação
Escolha seu lugar
Não é exatamente para ouvir música que os fãs lotam as apresentações do Coldplay. Com ornamentações de todo tipo, os shows do grupo são vendidos como “experiências” que agradam também outros sentidos.
Mas, se ao vivo a combinação com elementos visuais ajuda a criar um clima mágico, no trabalho de estúdio tudo se torna bem mais monótono.
O Coldplay não está interessado na música em si, mas em guiar as sensações do público. E, sem pirotecnia ou chuva de papel picado, a experiência fica mais parecida com uma palestra motivacional.
Na música-título, que abre o álbum, há um instrumental ambiente de quase dois minutos, perfeito para os espectadores irem escolhendo seus lugares no auditório. Depois, o “Moon Music” encaminha o ouvinte para se animar em “Feels Like I’m Falling in Love”; para refletir em “We Pray”; se empoderar em “IAAM”; se emocionar ao lembrar de tempos mais difíceis em “All My Love”.
Quem consegue deixar o mau humor de lado para se entregar de corpo e alma a esse tipo de vivência pode dar o play tranquilo. Vai ser divertido. Os outros provavelmente vão achar um tanto cafona.

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Paternidade e mudança para Londres guiam Momo na criação do álbum ‘Gira’

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Disco sai em 18 de outubro com dez músicas autorais, sendo seis feitas em parceria com Wado. Capa do álbum ‘Gira’, de Momo
Arte de Marco Papiro e Julia Lüscher
♫ NOTÍCIA
♪ Cantor, compositor e músico de origem mineira, Marcelo Frota – Momo, na certidão artística – personifica o cidadão do mundo. E a rota planetária do artista tem norteado a construção de discografia que ganha um sétimo álbum, Gira, daqui a duas semanas, 18 de outubro.
Momo cresceu e se criou musicalmente no Rio de Janeiro (RJ), cidade que celebra em uma das músicas de Gira, mas migrou para Portugal, país onde gestou em Lisboa o quinto álbum, Voá (2017), com produção musical de Marcelo Camelo.
Já o sexto álbum de Momo, I was told to be quiet (2019), foi orquestrado em Los Angeles (EUA) com produção musical do norte-americano Tom Biller.
Após ter transitado pela Espanha, Momo partiu para Londres. O álbum Gira é o reflexo não somente dessa mudança para a capital da Inglaterra, mas também e sobretudo da paternidade. A chegada da filha Leonora também guiou Momo na criação de um álbum mais leve, pautado pelo groove. “Eu adoraria fazer um álbum para ela dançar”, vislumbra Momo.
Com capa assinada por Marco Papiro e Julia Lüscher, o disco Gira chega ao mundo em 18 de outubro pelo selo londrino Batov Records em LP e em edição digital. Inteiramente autoral, o inédito repertório do álbum é composto por dez músicas.
Seis músicas – Pára, Rio, Passo de avarandar, Jão, Beija-flor e a composição-título Gira – foram feitas com a colaboração de Wado na escrita das letras. Oqueeei é parceria de Momo com o saxofonista Angus Fairbairn. Já Walk in the park, My mind e Summer interlude são músicas da lavra solitária de Momo.
O álbum Gira foi feito com os toques de músicos como Caetano Malta (baixo), Jessica Lauren (teclados), Magnus Mehta (percussão) e Nick Woodmansey (bateria), entre outros instrumentistas arregimentados em Londres, atual morada e inspiração de Momo.
Momo lança em 18 de outubro o sétimo álbum da discografia autoral, ‘Gira’, em LP e em edição digital, pelo selo londrino Batov Records
Dunja Opalko / Divulgação

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Sidney Magal dá baile em show no Rio, canta hit de Jorge Ben Jor com a banda Biquini e continua com a moral elevada

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Aos 74 anos, artista sabe se alimentar do passado sem soar ultrapassado no mercado da música. Sidney Magal em take da gravação da música ‘Chove chuva’ para disco da banda carioca Biquini
Divulgação
♫ COMENTÁRIO
♩ Aos 74 anos, Sidney Magal continua com a moral elevada no universo pop brasileiro. Dois acontecimentos simultâneos nesta sexta-feira, 4 de outubro, reiteram a força do cantor carioca no mercado atual.
No mesmo dia em que o artista sobe ao palco da casa Qualistage – um dos maiores espaços de show da cidade do Rio de Janeiro (RJ) – para apresentar o Baile do Magal ao público carioca, a banda Biquini lança disco com convidados, Vou te levar comigo, em que o maior destaque é uma regravação de Chove chuva (Jorge Ben Jor, 1963) feita com a participação de Magal e um toque latino de salsa na música.
Não é pouca coisa para um artista cujo último sucesso é de 1990, Me chama que eu vou (Torquato Mariano e Cláudio Rabello), lambada gravada para a trilha sonora da novela Rainha da sucata (TV Globo, 1990).
Me chama que eu vou é também o nome do documentário estreado em 2020 com foco na trajetória do artista que ganhou projeção nacional em 1976.
De 1976 a 1979, Magal arrastou multidões pelo Brasil a reboque de repertório sensual posto a serviço da imagem cigana de amante latino. Não por acaso, 1979 é o ano em que se situa a narrativa de longa-metragem sobre a história de amor entre Magal e a esposa Magali West, foco do filme de ficção Meu sangue ferve por você (2023 / 2024), estreado em maio nos cinemas – e já disponível no catálogo da Netflix – com o ator Filipe Bragança dando voz e vida a Magal na tela.
Hoje, Magal é uma personalidade. Um cantor que prescinde de ter músicas nas playlists para se manter em evidência. O artista soube se alimentar do passado sem soar ultrapassado. Nesse sentido, Sidney Magal tem dado baile na concorrência.

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