Connect with us

Festas e Rodeios

‘Se a vida começasse agora…’: 22 curiosidades sobre o Rock in Rio

Published

on

A partir desta sexta (2/9), 670 artistas se revezam em 250 shows para um público de 700 mil pessoas. Rock in Rio
Divulgação via BBC
Não foram poucas as vezes em que o publicitário Roberto Medina, de 75 anos, pensou em desistir do Rock in Rio. Numa delas, chegou a ouvir do próprio pai, o empresário Abraham Medina (1916-1995): “Eu disse para ele não contar comigo. Já tínhamos feito o Frank Sinatra, o Barry White e o Julio Iglesias. Estava sonhando alto demais”, vociferou o patriarca da família Medina.
O dono da agência Artplan só não jogou tudo para o alto porque, em setembro de 1984, a caminho da reunião em que anunciaria o cancelamento do projeto, se deparou com três rapazes a bordo de um Passat branco. Eles desceram do carro e, na maior algazarra, agradeceram ao empresário pelo festival de música que estava por vir. Às lágrimas, Roberto Medina cancelou a reunião e levou o projeto adiante.
Roberto Medina à frente da primeira Cidade do Rock, em Jacarepaguá, ao lado do Riocentro
Divulgação via BBC
Trinta e oito anos depois, ele não se arrepende da decisão que tomou. Nem poderia. Prestes a estrear sua 22ª edição, a nona no Brasil, o Rock in Rio é um indiscutível sucesso. A partir de hoje, 670 artistas nacionais e internacionais vão se revezar em 250 shows para um público estimado de 700 mil pessoas. Só o Palco Mundo, o mais badalado dos oito espaços disponíveis, terá 28 atrações, como Iron Maiden, Justin Bieber e Ivete Sangalo.
Programação do Rock in Rio 2022: veja horários dos shows
“Um dos sonhos de consumo do Roberto Medina é fazer algo com o Roberto Carlos”, conta o jornalista Luiz Felipe Carneiro, autor de Rock in Rio: A História — Bastidores, Segredos, Shows e Loucuras que Marcaram o Maior Festival do Mundo (Globo Livros), que já foi a cinco edições (1991, 2001, 2011, 2013 e 2015) e, dos shows a que assistiu, elege o de Bruce Springsteen como seu favorito. “O melhor show da história do Rock in Rio”, empolga-se.
Há muito, o Rock in Rio deixou de ser apenas um festival de música. Virou livro, peça, filme, documentário… Foi exportado para outros países. Deu origem a mais de 50 produtos. E ganhou ares de parque de diversão. Não por acaso, mereceu o apelido de “Disneylândia do Rock”, dado por um habitué de seus palcos, o guitarrista Pepeu Gomes. Com sete edições no currículo, seis no Brasil e uma nos EUA, ele se apresenta dia 9 no Palco Sunset.
Confira abaixo 22 curiosidades sobre o Rock in Rio, que está na sua 22ª edição:
A primeira Cidade do Rock foi construída num terreno de 250 mil metros quadrados cedido pela Construtora Carvalho Hosken
Divulgação via BBC
1. Número de edições
A edição que começa hoje é a 22ª do festival. Dessas, oito foram realizadas no Rio (1985, 1991, 2001, 2011, 2013, 2015, 2017 e 2019) e 13 no exterior. Lisboa sediou nove edições (2004, 2006, 2008, 2010, 2012, 2014, 2016, 2018 e 2022); Madri, três (2008, 2010 e 2012) e Las Vegas, uma (2015). Ao longo de 123 dias, 2,4 mil artistas se revezaram para um público de 10,4 milhões de pessoas. A recordista em participações é Ivete Sangalo: 15 vezes.
Com 15 edições no currículo, Ivete Sangalo é a recordista em participações no Rock in Rio
Divulgação via BBC
2. Cachês
Para tocar na primeira edição, foram convidados 114 artistas. De Rolling Stones a The Who, de Michael Jackson a Phil Collins, de U2 a The Smiths. O primeiro a aceitar foi Ozzy Osbourne. O último, Iron Maiden. Dos 16 artistas internacionais, o maior cachê foi pago ao Queen: US$ 1,2 milhão! Dos 15 nacionais, a Ney Matogrosso. Foi ele que abriu o Rock in Rio no dia 11 de janeiro de 1985, às 18h, ao som de América do Sul.
O Queen foi a atração que recebeu o maior cachê no Rock in Rio 1985, ou seja, 1,2 milhão de dólares por duas apresentações
Divulgação via BBC
3. Desistências
Em 1985, Men at Work, Def Leppard e The Pretenders desistiram de suas apresentações e foram substituídos por Rod Stewart, The B-52’s e Whitesnake. As desistências mais traumáticas foram as de Robert Plant, por medo da guerra do Iraque, em 2001, e Lady Gaga, por problema de saúde, em 2017. “O setlist enviado pelo cantor, dias antes do cancelamento, incluía Stairway to Heaven”, conta Luiz Felipe Carneiro, autor de Rock in Rio — A História.
À frente do Barão Vermelho, Cazuza protagonizou um dos momentos mais emocionantes do Rock in Rio ao cantar ‘Pro Dia Nascer Feliz’
Divulgação via BBC
4. Escolhas
Para montar o line-up do festival, o publicitário Roberto Medina e sua equipe consultam desde pesquisas de mercado até redes sociais. Mas, o idealizador do Rock in Rio também dá seus pitacos na escalação. Às vezes, dá sorte. Caso de James Taylor, em 1985; Neil Young, em 2011, e Bruce Springsteen, em 2013. Outras, não. Ele bem que tentou, mas não conseguiu trazer o Rush em 2001, Simon & Garfunkel em 2011 e o Van Halen em 2013.
Na primeira edição do festival, George Benson dividiu o palco com Ivan Lins na música ‘Dinorah, Dinorah’
Divulgação via BBC
5. Sem cachê
No Rock in Rio 2, George Michael e Prince ganharam o mesmo cachê: US$ 1,5 milhão por dois shows. A título de comparação, Guns N’ Roses embolsou US$ 1 milhão, New Kids on the Block, US$ 250 mil; e A-ha, US$ 150 mil. Houve quem aceitasse participar do festival sem receber cachê. Caso de Nenhum de Nós, Inimigos do Rei e Paulo Ricardo. O cantor Supla não se arrepende. Não recebeu nada, mas fechou contrato com a gravadora EMI-Odeon.
George Michael ganhou 1,5 milhão de dólares para fazer dois shows, o maior cachê do Rock in Rio 1991
Divulgação via BBC
6. Endereço
A Cidade do Rock já teve vários endereços. O primeiro deles, em 1985, foi um terreno de 250 mil metros quadrados, cedido pela Construtora Carvalho Hosken. O gramado correspondia a 12 campos de futebol. Em 1991, com a interdição do governador Leonel Brizola, o festival migrou para o Estádio do Maracanã. Desde 2017, acontece no Parque Olímpico. O novo local, de 385 mil metros quadrados, é duas vezes maior que o anterior.
Com a interdição da Cidade do Rock pelo governador Leonel Brizola, o Rock in Rio 2 foi realizado no Maracanã
Divulgação via BBC
7. Parque de diversões
A partir da quarta edição, o Rock in Rio ganhou também um parque de diversões, com direito a roda-gigante (de 28 metros de altura) e montanha-russa (com tempo de espera de até três horas). A tirolesa de 200 metros de extensão fez sucesso até entre os artistas: Jared Leto, do Thirty Second to Mars; Ney Matogrosso, e will.i.am, do Black Eyed Peas, aprovaram. Já o rapper Drake proibiu o uso dela durante seu show, em 2019.
Jared Leto, do Thirty Seconds To Mars, foi um dos artistas a experimentar a tirolesa na edição de 2013
Divulgação via BBC
8. Camarins
Os camarins são equipados, entre outros itens, com frigobar, dois sofás e três aparelhos de ar-condicionado. Os artistas internacionais gostam de customizá-los. Prince pediu que o seu fosse decorado na cor púrpura. George Michael solicitou à organização que providenciasse quatro palmeiras. Beyoncé fez questão de trazer de casa seus lustres de cristal. Janelle Monáe pediu dezenas de línguas de sogra e Justin Timberlake balas, chicletes e caramelos.
Beyoncé trouxe seus lustres de cristal para decorar seu camarim, em 2013
Divulgação via BBC
9. Decoradores
O Rock in Rio já teve dois coordenadores de backstage: Amin Khader (em 1985, 1991 e 2001) e Ingrid Berger (desde 2001). Entre outras exigências, Rod Stewart pediu 12 bolas de futebol, Prince solicitou 50 seguranças e Britney Spears uma sósia para despistar fãs e repórteres. No quesito toalhas, George Benson exigiu 22 (11 pretas e 11 marrons), James Taylor, 70; REM, 100; e Prince, 200! Desde 2011, a organização compra 6,3 mil toalhas.
O show do A-ha em 1991 foi visto por 198 mil pessoas no Maracanã
Divulgação via BBC
10. Cardápio
Outro item que costuma dar dor de cabeça é o cardápio. Já pediram de tudo: de frango com batata corada (New Kids on the Block) a filé de badejo com brócolis (Prince), passando por sanduíche de atum com salada de ovo (Elton John) e pargo grelhado (Sting). Axl Rose convidou 15 funcionários, entre garçons, camareiras e seguranças, para saborear sua macarronada. George Michael pediu 20 pratos de comida kosher. Só consumiu um.
Em 2011, Elton John pediu sanduíche de atum com salada de ovo
Divulgação via BBC
11. Metaleiros
Diversos artistas foram hostilizados pelos metaleiros. “Dei graças a Deus quando acabou”, desabafou Erasmo Carlos na autobiografia Minha Fama de Mau. Os mais raivosos não se contentaram em vaiar e arremessaram garrafas plásticas e latas vazias no palco. “A gente não é palhaço pra ficar jogando lata nessa porra!”, bradou Lobão, em 1991. “Podem jogar o que quiserem. Sou da paz e nada me atinge”, rebateu Carlinhos Brown, em 2001.
12. Exigências
Antes de assinar contrato, alguns artistas impõem condições. Em 1985, o Iron Maiden não queria tocar na mesma noite que os Scorpions. Em 1991, o Guns N’ Roses não queria tocar no mesmo festival que o Poison. Freddie Mercury avisou que só entraria no camarim quando o caminho estivesse livre. Já Prince exigiu que, quando passasse pelo backstage, todos virassem de costas. O motivo? Chegou ao Rock in Rio de bobes no cabelo.
À frente do Guns N’ Roses, Axl Rose foi umd dos grandes nomes da segunda edição do festival, em 1991
Divulgação via BBC
13. Feridos
Em 1985, Bruce Dickinson, do Iron Maiden, e Rudolf Schenker, dos Scorpions, se feriram com guitarras. O alemão chegou a levar três pontos no supercílio. Já Mike Patton, do Faith No More, pulou na direção da plateia (o chamado “stage diving”) e se deu mal. Errou o alvo e se estatelou na grade de proteção. Fora do palco, Billy Idol sofreu uma crise de asma e precisou ser atendido às pressas por um otorrino. Só melhorou depois de fazer inalação.
O grupo INXS, de Michael Hutchence, fez um dos mais longos shows do Rock in Rio, com duas horas e vinte de duração
Divulgação via BBC
14. Horários
Por contrato, o show de um headliner deve durar, no máximo, uma hora e quarenta. Mas, alguns extrapolam. Em 1985, o Yes fez um show de duas horas e vinte e cinco minutos e o INXS, em 1991, de duas horas e vinte. Nada comparado aos de Bruce Springsteen, em 2013, e do Guns N’ Roses, em 2015, que passaram de três horas. O mais curto foi o de Lobão, em 1991. Expulso do palco pelos metaleiros, seu show não passou de seis minutos.
15. Homenagens
Volta e meia, um artista internacional presta homenagem à MPB no Rock in Rio. Em 1985, Klaus Meine, dos Scorpions, cantou um trecho de Cidade Maravilhosa. Em 2011, Kirk Hammett, do Metallica, dedilhou Samba de Uma Nota Só na guitarra. Na mesma edição, Stevie Wonder interpretou Garota de Ipanema em dueto com a filha, Aisha Morris. Do repertório de Jorge Ben Jor, Shakira selecionou País Tropical e Fergie, Mas que Nada.
Em 2011, Stevie Wonder cantou ‘Garota de Ipanema’, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, e ‘Você Abusou’, de Antônio Carlos e Jocafi
Divulgação via BBC
16. Toca Raul
Nenhum outro artista foi tão homenageado no Rock in Rio quanto Raul Seixas. Suas canções foram revisitadas por artistas de diversos gêneros: Daniela Mercury (Maluco Beleza), Titãs (Aluga-se), Elba Ramalho e Zé Ramalho (Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás), Detonautas Roque Clube (Metamorfose Ambulante)… Até Bruce Springsteen, acredite, arriscou-se num cover do roqueiro baiano, em 2013: Sociedade Alternativa.
Bruce Springsteen começou seu show em 2013 cantando um cover de Raul Seixas
Divulgação via BBC
17. Inspiração
O Rock in Rio serviu de inspiração para diversos artistas. Depois de tocar no festival, em 1985, James Taylor compôs Only a Dream in Rio. “I was there that very day and my heart came back alive”, diz a letra. No caso do REM, a cidade-sede inspirou o título do 12º álbum de estúdio da banda, Reveal. Já George Michael conheceu seu futuro namorado, o estilista Anselmo Feleppa, na piscina do Copacabana Palace. Feleppa morreu em 1993.
James Taylor gostou tanto de participar da primeira edição do festival que compôs a balada ‘Only a Dream in Rio’
Divulgação via BBC
18. Idades
O cantor Aaron Carter foi o artista mais jovem a se apresentar no Rock in Rio. Em 2001, tinha apenas 13 anos. Seu show, de 20 minutos, foi totalmente feito em playback. Seu nome, a propósito, foi indicado pelo Backstreet Boys, a boy band de seu irmão, Nick. Já o artista mais experiente a se apresentar no festival foi Tony Tornado, de 85. Em 2015, ele foi um dos convidados do rapper Rappin’ Hood e da banda Ira!
No Rock in Rio 2011, a cantora Shakira cantou ‘País Tropical’, de Jorge Ben Jor
Divulgação via BBC
19. Casos de polícia
Em 2011, o show do Queens of the Stone Age virou caso de polícia. Por 20 minutos, o baixista Nick Oliveri se apresentou pelado. Conclusão: foi detido por atentado violento ao pudor. A gravadora Universal interveio e o músico acabou liberado. “Não sabia que não podia”, explicou. “No Carnaval, todo mundo aparece nu na TV”. A polícia apreendeu mais de 50 guarda-chuvas. Seriam usados na coreografia da música Umbrella, da Rihanna.
20. Sequestro
Em 6 de junho de 1990, por volta das oito da noite, o publicitário Roberto Medina foi sequestrado. Passou 15 dias nas mãos do traficante Maurinho Branco, em um cativeiro de dez metros quadrados, no bairro do Realengo, Zona Oeste do Rio. Foi solto no dia 21 depois de sua família pagar um resgate de US$ 2,5 milhões. “Estou há 15 dias sem dormir e sem me alimentar”, declarou Medina, ao jornal O Globo. “Pensei que nunca sairia vivo”.
Roberto Medina e a guitarra verde e amarela que ganhou de presente do guitarrista dos Scorpions, Mathias Jabbs, em 1985
Divulgação via BBC
21. Esportes
Nas horas vagas, os roqueiros, quem diria, gostam de praticar esportes. Santana é adepto do futevôlei e Dave Mustaine, do Megadeth, de surfe. Os músicos do Faith No More fizeram pesca submarina e os do Foo Fighters pularam de asa-delta. O guitarrista Dave Murray e o baterista Nicko McBrain jogaram golfe e o vocalista Bruce Dickinson, do Iron Maiden, treinou esgrima. Já Axl Rose saiu para correr às duas da manhã na praia do Pepino.
A convite de Alcione, Sting conheceu a Estação Primeira da Mangueira, em 2001
Divulgação via BBC
22. Lugares inusitados
Quando não estão no palco, astros e estrelas do rock podem ser encontrados nos lugares mais inusitados. Prince visitou o Educandário Romão Duarte, Sting conheceu a Estação Primeira da Mangueira e Magne Furuholmen, do A-ha, assistiu a uma exposição no Museu de Arte Contemporânea (MAC), de Niterói. Slash, do Guns N’Roses, pegou a ponte-aérea rumo ao Instituto Butantã. O guitarrista cria mais de 80 espécies de cobras.
Em sua passagem pelo Rio, na segunda edição do Rock in Rio, Prince visitou igrejas e orfanatos
Divulgação via BBC
– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62764029

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Festas e Rodeios

Fritz Escovão, exímio ritmista fundador do Trio Mocotó, ‘Jimi Hendrix da cuíca’, morre em São Paulo aos 81 anos

Published

on

By

♫ OBITUÁRIO
♪ “O Jimi Hendrix da cuíca!”. O comentário do músico André Gurgel na publicação da rede social em que o Trio Mocotó informou a morte de Fritz Escovão traduz muito do pensamento geral de quem viu em ação este percussionista, pianista, violonista e cantor carioca que marcou época no Trio Mocotó, grupo de samba-rock do qual foi fundador.
Gigante da cuíca, instrumento que percutia com exuberância e incrível destreza, Luiz Carlos de Souza Muniz (13 de dezembro de 1942 – 1º de outubro de 2024) morre aos 81 anos, em São Paulo (SP), de causa não revelada, e sai de cena para ficar na galeria dos imortais do ritmo brasileiro, perpetuado com o nome artístico de Fritz Escovão. O enterro do corpo do artista está previsto para as 8h30m de amanhã, 2 de outubro, no cemitério de Vila Formosa, bairro paulistano.
Fritz Escovão era carioca, mas se radicou em São Paulo (SP), cidade em que fez história a partir de 1968, ano em que o Trio Mocotó foi formado na lendária boate Jogral por Fritz com o carioca Nereu de São José (o Nereu Gargalo) e com o ritmista paulistano João Carlos Fagundes Gomes (o João Parahyba).
Matriz do samba-rock, o grupo foi fundamental para a ressurreição artística de Jorge Ben Jor a partir de 1969. Foi com o toque do Trio Mocotó que Jorge Ben apresentou a visionária música Charles, anjo 45 em 1969 na quarta edição do Festival Internacional da Canção (FIC).
A partir de 1970, ano em que gravou single com o samba-rock Coqueiro verde (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), o Trio Mocotó alçou voo próprio sem se afastar de Jorge Ben, continuando a fazer shows com o cantor, com quem gravou álbuns como Força bruta (1970) e o politizado Negro é lindo (1971).
A discografia solo do Trio Mocotó com Fritz Escovão destaca os referenciais álbuns Muita zorra (“…São coisas que glorificam a sensibilidade atual”) (1971), Trio Mocotó (1973) e Trio Mocotó (1977), discos de samba-rock que ganharam status de cult a partir da década de 1990 no Brasil e no exterior, sobretudo o álbum de 1973 em que o trio adicionou à cadência toques de jazz, soul e rock à cadência do samba.
Sempre com a maestria de Fritz Escovão. Em 1974, o Trio Mocotó gravou disco com Dizzy Gillespie (1917 – 1993), em estúdio de São Paulo (SP), mas o trompetista norte-americano de jazz nunca lançou o álbum (foi somente em 2010, 17 anos após a morte do jazzista, que o veio à tona o álbum Dizzie Gillespie no Brasil com Trio Mocotó, editado no Brasil em 2011 via Biscoito Fino).
Em 1975, o grupo saiu de cena. Retornou somente em 2001, após 26 anos, com o álbum intitulado Samba-rock. Um ano depois, em 2002, Fritz Escovão deixou amigavelmente o Trio Mocotó para tratar de problemas de saúde.
Foi substituído em 2003 por Skowa (13 de dezembro de 1955 – 13 de junho de 2024), músico morto há menos de quatro meses. Hoje quem parte é o próprio Fritz Escovão, para tristeza de quem testemunhou o virtuosismo do “Jimi Hendrix da cuíca”.

Continue Reading

Festas e Rodeios

Morre Fritz Escovão, do Trio Mocotó, grupo que fez brilhar o samba rock

Published

on

By

Ao lado de Jorge Ben Jor, grupo ficou famoso pelo suingue inebriante que dá vida ao samba rock. Fritz Escovão, fundador do Trio Mocotó
Reprodução
Morreu Fritz Escovão, fundador do Trio Mocotó. A morte do artista foi confirmada no Instagram do grupo, nesta terça-feira (1º). A causa não foi revelada.
“Cantor, violonista, pianista e percussionista, [ele] marcou a música brasileira pela sua voz inigualável à frente do Trio Mocotó até 2002, com seu clássico ‘Não Adianta’ e como um dos maiores, se não o maior, dos cuiqueiros que o Brasil já viu”, diz a publicação do grupo.
Conhecido como Fritz Escovão, Luiz Carlos Fritz fundou o Trio Mocotó em 1969: ele na cuíca, João Parahyba na bateria, e Nereu Gargalo no pandeiro.
Juntos, os três fizeram sucesso ao lado de Jorge Ben Jor, com um suingue inebriante que deu vida ao samba rock.
A partir de 1970, o Trio Mocotó alçou voo próprio sem se afastar de Jorge Ben, fazendo shows com o cantor em um primeiro momento da carreira e gravando discos como “Negro é lindo”.
Escovão deixou o grupo em 2003. Atualmente, quem assume a cuíca é Skowa.

Continue Reading

Festas e Rodeios

Sean Diddy Combs é alvo de 120 novas acusações de abuso sexual; ações serão movidas nas próximas semanas, diz advogado

Published

on

By

Alvo de processos envolvendo suspeitas de tráfico sexual e agressão, o músico foi preso após meses de investigações. Sean ‘Diddy’ Combs.
Mark Von Holden/Invision/AP
Sean “Diddy” Combs está sendo acusado de abusar sexualmente de 120 pessoas. Foi o que informou o advogado americano Tony Buzbee, em uma coletiva online feita nesta terça-feira (30). Segundo ele, nas próximas semanas serão abertos 120 processos contra o cantor, que está preso em Nova York desde 16 de setembro.
“Nós iremos expor os facilitadores que permitiram essa conduta a portas fechadas. Nós iremos investigar esse assunto não importa quem as evidências impliquem”, disse Buzbee, na coletiva. “O maior segredo da indústria do entretenimento, que, na verdade, não era segredo nenhum, enfim foi revelado ao mundo. O muro do silêncio agora foi quebrado.”
Alvo de processos envolvendo suspeitas de tráfico sexual e agressão, o músico foi preso após meses de investigações. Ele, que ainda não foi julgado, nega as acusações que motivaram sua prisão.
Caso seja julgado culpado das acusações, ele pode ser condenado a prisão perpétua.
Caso Diddy: entenda o que é fato sobre o caso
Quem é Sean Diddy Combs?
Seu nome é Sean John Combs e ele tem 54 anos. Nasceu em 4 de novembro de 1969 no bairro do Harlem, na cidade de Nova York, nos EUA. É conhecido por diversos apelidos: Puff Daddy, P. Diddy e Love, principalmente.
O rapper é um poderoso nome do mercado da música e produtor de astros como o falecido The Notorious B.I.G. Ele é considerado um dos nomes responsáveis pela transformação do hip-hop de um movimento de rua para um gênero musical hiperpopular e de importância e sucesso globais.
Diddy começou no setor musical como estagiário, em 1990, na Uptown Records, uma das gravadoras mais famosas dos EUA, e onde se destacou de forma meteórica e chegou a se tornar diretor. Em 1994, fundou sua própria gravadora, a Bad Boy Records.
Um de seus álbuns mais famosos, “No Way Out”, de 1997, rendeu a Diddy o Grammy de melhor álbum de rap. Principalmente depois do estouro com a música, Diddy fez ainda mais fortuna com empreendimentos do setor de bebidas alcoólicas e da indústria da moda, principalmente.
Ele também foi produtor de inúmeros artistas de sucesso e está por trás de grandes hits cantados por famosos. Muita gente, inclusive, o vê mais como um produtor e empresário do que como um músico.

Continue Reading

Trending

Copyright © 2017 Zox News Theme. Theme by MVP Themes, powered by WordPress.