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Festas e Rodeios

Martinho da Vila celebra aniversário da Abolição da Escravatura: ‘É um disco mais dramático’

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Cantor repete parceria com os filhos em novo álbum: ‘Eu boto porque são talentosos’. Ao g1, ele comenta promessas não cumpridas que vão desde desfiles no carnaval até aposentadoria. ‘Um disco mais dramático’, diz Martinho da Vila sobre novo álbum
Se um dia Martinho da Vila prometer que não vai mais lançar álbuns, desfilar pela Vila Isabel ou se aposentar: desconfie! “Eu não tenho muita palavra”, brinca Martinho, dando sua conhecida risada, durante entrevista ao g1.
O tom é de diversão e ironia, mas a verdade é que realmente o cantor de 85 anos já prometeu as três coisas citadas acima. E não cumpriu.
Sobre o lançamento de álbuns, Martinho quebra pela terceira vez a promessa. Desde 2018, ele cita a vontade de lançar apenas singles. Mas neste sábado (13), lança mais um disco completo.
“Negra ópera” celebra o aniversário da Abolição da Escravatura e, como Martinho mesmo explica, traz um lado diferente do cantor, que tem mais de cinco décadas de carreira.
“Os meus discos, geralmente, são bem alegres, muito positivos. Pensei em fazer o contrário do que eu faço normalmente, um disco mais dramático. Resolvi fazer uma coisa inspirada nas óperas, dividido em atos e tal.”
Martinho da Vila
Leo Aversa/Divulgação
Das 12 faixas, três são inéditas e cinco contam com participações especiais. Martinho grava com os filhos Mart’nália e Preto, com os amigos Chico César e Renato Teixeira, e com o rapper Will Kevin.
“Todas as pessoas, independente de filhos, que eu botei no meu disco, não me devem favor nenhum. Eu botei porque me interessava”, diz o cantor.
Dias antes do lançamento, Martinho conversou com o g1 e, além de falar sobre o novo álbum, ele comentou:
A vontade de regravar seu primeiro álbum (“Martinho da Vila”, lançado em 1969),
as polêmicas que envolvem a música “Mulheres”,
o prazer em gravar com os filhos (Martinho é pai de 8: Martinho Filho, de 61 anos, Analimar, de 58 Martnalia, 57, Juliana, 51, Tunico, 49, Maíra, 37, Preto, 28, e Alegria, 23),
a ideia de aposentadoria sempre adiada por “uma luz que surge na cabeça”,
e ainda faz um retrato de “Martinho por Martinho”: “Sou uma pessoa comum, um cidadão, igual a todo mundo”.
Martinho da Vila com os 8 filhos
Reprodução
LEIA TAMBÉM: Martinho da Vila se confirma herói da liberdade e da resistência na narrativa do álbum ‘Negra ópera’
g1 – Já tem alguns anos que você vem falando que não vai lançar mais álbuns, que vai ficar só com singles. E estamos aí com mais um álbum (“Negra Ópera”). Desistiu da ideia de lançar só singles?
Martinho da Vila – Atualmente, o disco físico já não existe mais, né? Então eu falei: “vou fazer só uma música de vez em quando”. Mas a Sony Music falou: “Martinho, você faz, assim, um disco inteiro como se fosse normal, como se fosse antigamente, e a gente lança uma música de vez em quando”. Aí taí. Por isso que eu fiz.
g1 – “Diacuí”, uma das inéditas desse álbum, você a escreveu há 60 anos? É isso mesmo?
Martinho da Vila – É por aí.
g1 – Como assim? Como que você lembrou dela, que ela estava ali guardadinha?
Martinho da Vila – Eu tenho aqui algumas coisas que eu tenho subido pro computador. Aí apareceu “Diacuí” e me lembrei. Aí eu resolvi lançá-la.
g1 – E de onde veio ela, tem mais? Tem bastante obra sua ainda que você ainda não gravou?
Martinho da Vila – Muito, não. Mas deve ter alguma coisa. Deve ter alguns lances, vou dar uma buscada qualquer hora dessas.
g1 – Esse álbum celebra a liberdade e a resistência negra. Mas também tem muitas letras que falam sobre morte. No texto de divulgação do disco, você comentou que essas músicas sobre morte tinham a ver com ópera, que é o tom que você queria dar ao disco. Mas ao mesmo tempo, essas faixas vêm depois de um período de pandemia, no qual a gente teve de muitas mortes. Tem alguma referência?
Martinho da Vila – Não foi planejado, não. Depois é que eu observei também e falei: “ei, caramba, tá cheio de morte”. Deve ser influência do tempo, do meio, porque sou bem influenciado pelo meio, né? Aliás, todo mundo.
Os meus discos, geralmente, são bem alegres, muito positivos. Aí eles pediram pra fazer mais um disco, e pensei em fazer um contrário do que eu faço normalmente, fazer um disco mais dramático. Aí pensei em ópera. Resolvi fazer uma coisa inspirada nas óperas, dividido em atos e tal.
Capa do álbum ‘Negra ópera’, de Martinho da Vila
Divulgação
g1 – Nesse álbum, assim como em anteriores, você tem a presença dos seus filhos em algumas faixas. O que representa, pra você, ter seus filhos nos álbuns?
Martinho da Vila – Eu boto eles, não porque são filhos. É porque eles são talentosos. Todos são talentosos. Então, eu gosto de botar um de vez em quando. E eu gosto de conviver com eles. E nós gostamos de palpitar no trabalho do outro, sabe. Sempre que a Martnalia, a Maíra, vão fazer algum trabalho, me dão um alô: “Olha aí, escuta aí o que eu tô fazendo, vê a música que eu fiz agora”. E a gente palpita.
Eles também palpitam no meu. Então, isso é uma troca boa. É um pouco mais da juventude deles, né, a maioria é jovem. Com a minha experiência. Vai rolando.
g1 – E é só a parte profissional que entra ali, ou tem também a coisa de pai e filhos?
Martinho da Vila – Todas as pessoas, independente de filhos, que eu botei no meu disco, não me devem favor nenhum. Eu botei porque me interessava. Eu tenho que botar coisas que vão inteirar no meu trabalho. Então uma troca, não existe um favor.
Tem até uma faixa aí, não sei se é a “Timbó”, que tem um rapazinho [Will Kevin]. Ele é novo também, primeira vez que ele grava. O Celso, que estava fazendo a produção, falou: “tem um rapazinho aí, que eu vi ele fazendo uns negócio, e eu gostei muito dele e tal. Queria botar um rap”. Quando ele falou em rap, eu tinha pensado em botar um dos amigos mais chegados, Marcelo D2, por exemplo, Gabriel [o pensador].
Mas aí eu falei: “eu não conheço o rapaz, mas vamos botar ele aí, sem compromisso. Se não agradar, a gente pic, dedinho no botão, e deleta. Se ficar bom, ele fica”. Aí ficou muito bom, eu achei que para mim seria muito bom também, aí botei ele.
g1 – Até sobre essas participações, me chamou muita atenção a presença do Renato Teixeira, porque ele é um apaixonado pelo samba, como ele já declarou, mas está ali no universo sertanejo. Como que surgiu essa parceria?
Martinho da Vila – Lá em 1967, quando botei música no festival, tive que ficar uns dias em São Paulo. E um dos primeiros amigos que eu fiz lá foi o Renato.
Aí nessa música, eu me lembrei dele. Falei: “Poxa, vou chamar o Renato, se ele quiser”. A música é “Serra do Rola Moça”, uma coisa que tem um viés meio sertanejo. Não o sertanejo de hoje, né, aquele bem tradicional e tal. Ele achou muito bom e veio ao Rio, gravamos, ficou ótimo.
g1 – Você costuma revisitar sua obra, retirando faixas que possam conter falas machistas, por exemplo, de seu repertório de shows? (Ao g1, Martinho contou em 2017 que já alterou uma de suas letras)
Martinho da Vila – Eu gravei muito. Então são muitas músicas. E volta e meia, nos shows, quando eu vou botar o roteiro, eu incluo uma que as pessoas pensam até que é música nova. E eu revisito. Eu gosto mesmo.
E eu gosto de me ouvir. Tem um colega que fala: “é chato, a gente vai num restaurante, aí chega lá, o cara e bota o disco nosso”. Eu falei: “eu adoro!”.
g1 – Nessas revisitas, tem algum momento em que você fala: “como eu pude gravar essa música, que absurdo algo que eu falei nessa ou naquela música?” Tem algo assim?
Martinho da Vila – Não, não tem, não. Eu gostaria, ainda pretendo, talvez, pegar vários discos, pegar um disco dos antigos, e regrava-lo inteirinho. Por exemplo, se pegasse aquele meu primeiro disco, que é de grande sucesso, aquele de chapeuzinho, gravava com o som de hoje, com a técnica de hoje. E algumas músicas eu cantarei um pouco diferente, que eu já canto diferente.
Com o tempo, a gente sempre vai aprendendo mais, a gente vai se descobrindo mais, descobrindo as nossas possibilidades. Até onde a gente vai, até onde a gente não vai, a garganta. Então já me conheço melhor hoje. É bom.
Martinho da Vila
Leo Aversa/Divulgação
g1 – Você lançou “Mulheres” em 1995 e, nos últimos anos, a música se tornou fonte de polêmica seja no processo contra Adele, seja na leitura que fizeram recentemente que poderia ser um retrato de um casal gay…
Martinho da Vila – Tem de machismo também. Tem uns que acham que a música é machista, mas porque não observaram bem. Essa música não fui eu quem fez, foi o Toninho Geraes, dei uns pequenos toques pra ficar do meu jeito.
No duro, ela fala de uma pessoa que viveu sempre em busca da pessoa ideal e no final encontrou. É isso que diz. E um rapaz falou comigo: “Martinho, essa música pode ser nossa”. Ele é gay. “Porque no final de tudo, a pessoa que você encontrou, você não fala que é uma mulher. Você fala: ‘é você'”. Falei: “é, tem sua razão”.
G1 – E essas polêmicas e comentários que surgem em cima dela ajudam ainda mais na divulgação de seu trabalho? Faz reaquecer sua obra?
Martinho da Vila – Nós estamos em outro tempo hoje. Não se deve fazer nada de propósito, no sentido de provocar polêmica, isso não se deve fazer. A gente deve fazer música e pronto. Essa é a função do artista.
Mas quando você faz uma coisa que provoca uma certa polêmica hoje, um comenta, passa para o outro, e isso acaba fazendo uma boa divulgação do trabalho. É interessante. E isso é normal.
Se você for numa exposição de um artista que pinta a natureza, por exemplo, aí aqueles quadros lindos, bonitos, a gente fica olhando, mas a gente olha uma vez e vai passando. Agora quando tem um estranho, a gente fala: ué, que cara maluco, olha o que ele botou ali. Comenta com o outro, o outro vai ver, e a gente fica mais tempo olhando aquele quadro. Quer dizer: ele cumpre a sua função, que é chamar atenção.
Em “Ópera Negra”, Martinho da Vila conta com a participação de Chico César
Leo Aversa/Divulgação
g1 – Você já pensou ou pensa em aposentadoria?
Martinho da Vila – Eu já pensei muitas vezes. Falei: “já fiz muita coisa, agora não vou fazer mais nada. Agora vou dar um tempo, vou ficar mais escrevendo, escrevendo livros”. Mas aí surge uma luz na cabeça e eu já falo: “opa”. Nesse sentido, eu não tenho muita palavra.
Eu digo que eu não vou mais fazer, e acabo fazendo. Que nem na escola de samba [Vila Isabel]. Já fiz tudo, muita coisa, né? Já falei várias vezes: “não vou mais desfilar”. Aí umas pessoas que costumam desfilar comigo fala: “ah, então também não vou”. E aí eu vou. “Pô, Martinho”… “Ahhhh, você acreditou nisso? Não era para acreditar”.
E depois da homenagem também eu falei que não ia mais desfilar. E não pretendia mesmo. Mas já no próximo ano, a Vila Isabel vai reeditar um enredo que eu fiz o samba, o “Gbala, Viagem ao Templo da Criação”. Aí vou ter que desfilar, né? Lá vou eu estar de novo.
g1 – Tá difícil confiar na palavra de Martinho…
Martinho da Vila – Exato, não confie.
g1 – Você sente falta de mais mulheres no samba, de mais espaço para mulheres no samba?
Martinho da Vila – As mulheres hoje estão em todos os lugares, né? No passado, as mulheres no samba eram só para dançar e desfilar.
Nem na Ala de Compositores eram admitidas. Acho que a primeira foi Ivone Lara, lá no Império Serrano. Mas hoje não, hoje já estão todas, até nas baterias. Na bateria da Vila Isabel, tem uma porção de mulheres, algumas tocando cuíca. Tem algumas que são auxiliares do diretor de bateria. É muito interessante. É bom isso.
g1 – Quando a gente fala de Martinho da Vila, a gente fala de fala cantor, compositor, escritor, sambista, várias coisas. Mas Martinho por Martinho. Quem é você?
Martinho da Vila – Eu sou um cidadão brasileiro, e existem muitos Martinhos por aí, muita gente talentosa, inclusive, que não apareceu ainda porque não tiveram a sorte que eu tive, de as portas se abrirem. Então sou, no duro, uma pessoa comum. Quem é você, Martinho? Sou uma pessoa comum, um cidadão, igual a todo mundo.

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Fritz Escovão, exímio ritmista fundador do Trio Mocotó, ‘Jimi Hendrix da cuíca’, morre em São Paulo aos 81 anos

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♫ OBITUÁRIO
♪ “O Jimi Hendrix da cuíca!”. O comentário do músico André Gurgel na publicação da rede social em que o Trio Mocotó informou a morte de Fritz Escovão traduz muito do pensamento geral de quem viu em ação este percussionista, pianista, violonista e cantor carioca que marcou época no Trio Mocotó, grupo de samba-rock do qual foi fundador.
Gigante da cuíca, instrumento que percutia com exuberância e incrível destreza, Luiz Carlos de Souza Muniz (13 de dezembro de 1942 – 1º de outubro de 2024) morre aos 81 anos, em São Paulo (SP), de causa não revelada, e sai de cena para ficar na galeria dos imortais do ritmo brasileiro, perpetuado com o nome artístico de Fritz Escovão. O enterro do corpo do artista está previsto para as 8h30m de amanhã, 2 de outubro, no cemitério de Vila Formosa, bairro paulistano.
Fritz Escovão era carioca, mas se radicou em São Paulo (SP), cidade em que fez história a partir de 1968, ano em que o Trio Mocotó foi formado na lendária boate Jogral por Fritz com o carioca Nereu de São José (o Nereu Gargalo) e com o ritmista paulistano João Carlos Fagundes Gomes (o João Parahyba).
Matriz do samba-rock, o grupo foi fundamental para a ressurreição artística de Jorge Ben Jor a partir de 1969. Foi com o toque do Trio Mocotó que Jorge Ben apresentou a visionária música Charles, anjo 45 em 1969 na quarta edição do Festival Internacional da Canção (FIC).
A partir de 1970, ano em que gravou single com o samba-rock Coqueiro verde (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), o Trio Mocotó alçou voo próprio sem se afastar de Jorge Ben, continuando a fazer shows com o cantor, com quem gravou álbuns como Força bruta (1970) e o politizado Negro é lindo (1971).
A discografia solo do Trio Mocotó com Fritz Escovão destaca os referenciais álbuns Muita zorra (“…São coisas que glorificam a sensibilidade atual”) (1971), Trio Mocotó (1973) e Trio Mocotó (1977), discos de samba-rock que ganharam status de cult a partir da década de 1990 no Brasil e no exterior, sobretudo o álbum de 1973 em que o trio adicionou à cadência toques de jazz, soul e rock à cadência do samba.
Sempre com a maestria de Fritz Escovão. Em 1974, o Trio Mocotó gravou disco com Dizzy Gillespie (1917 – 1993), em estúdio de São Paulo (SP), mas o trompetista norte-americano de jazz nunca lançou o álbum (foi somente em 2010, 17 anos após a morte do jazzista, que o veio à tona o álbum Dizzie Gillespie no Brasil com Trio Mocotó, editado no Brasil em 2011 via Biscoito Fino).
Em 1975, o grupo saiu de cena. Retornou somente em 2001, após 26 anos, com o álbum intitulado Samba-rock. Um ano depois, em 2002, Fritz Escovão deixou amigavelmente o Trio Mocotó para tratar de problemas de saúde.
Foi substituído em 2003 por Skowa (13 de dezembro de 1955 – 13 de junho de 2024), músico morto há menos de quatro meses. Hoje quem parte é o próprio Fritz Escovão, para tristeza de quem testemunhou o virtuosismo do “Jimi Hendrix da cuíca”.

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Morre Fritz Escovão, do Trio Mocotó, grupo que fez brilhar o samba rock

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Ao lado de Jorge Ben Jor, grupo ficou famoso pelo suingue inebriante que dá vida ao samba rock. Fritz Escovão, fundador do Trio Mocotó
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Morreu Fritz Escovão, fundador do Trio Mocotó. A morte do artista foi confirmada no Instagram do grupo, nesta terça-feira (1º). A causa não foi revelada.
“Cantor, violonista, pianista e percussionista, [ele] marcou a música brasileira pela sua voz inigualável à frente do Trio Mocotó até 2002, com seu clássico ‘Não Adianta’ e como um dos maiores, se não o maior, dos cuiqueiros que o Brasil já viu”, diz a publicação do grupo.
Conhecido como Fritz Escovão, Luiz Carlos Fritz fundou o Trio Mocotó em 1969: ele na cuíca, João Parahyba na bateria, e Nereu Gargalo no pandeiro.
Juntos, os três fizeram sucesso ao lado de Jorge Ben Jor, com um suingue inebriante que deu vida ao samba rock.
A partir de 1970, o Trio Mocotó alçou voo próprio sem se afastar de Jorge Ben, fazendo shows com o cantor em um primeiro momento da carreira e gravando discos como “Negro é lindo”.
Escovão deixou o grupo em 2003. Atualmente, quem assume a cuíca é Skowa.

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Sean Diddy Combs é alvo de 120 novas acusações de abuso sexual; ações serão movidas nas próximas semanas, diz advogado

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Alvo de processos envolvendo suspeitas de tráfico sexual e agressão, o músico foi preso após meses de investigações. Sean ‘Diddy’ Combs.
Mark Von Holden/Invision/AP
Sean “Diddy” Combs está sendo acusado de abusar sexualmente de 120 pessoas. Foi o que informou o advogado americano Tony Buzbee, em uma coletiva online feita nesta terça-feira (30). Segundo ele, nas próximas semanas serão abertos 120 processos contra o cantor, que está preso em Nova York desde 16 de setembro.
“Nós iremos expor os facilitadores que permitiram essa conduta a portas fechadas. Nós iremos investigar esse assunto não importa quem as evidências impliquem”, disse Buzbee, na coletiva. “O maior segredo da indústria do entretenimento, que, na verdade, não era segredo nenhum, enfim foi revelado ao mundo. O muro do silêncio agora foi quebrado.”
Alvo de processos envolvendo suspeitas de tráfico sexual e agressão, o músico foi preso após meses de investigações. Ele, que ainda não foi julgado, nega as acusações que motivaram sua prisão.
Caso seja julgado culpado das acusações, ele pode ser condenado a prisão perpétua.
Caso Diddy: entenda o que é fato sobre o caso
Quem é Sean Diddy Combs?
Seu nome é Sean John Combs e ele tem 54 anos. Nasceu em 4 de novembro de 1969 no bairro do Harlem, na cidade de Nova York, nos EUA. É conhecido por diversos apelidos: Puff Daddy, P. Diddy e Love, principalmente.
O rapper é um poderoso nome do mercado da música e produtor de astros como o falecido The Notorious B.I.G. Ele é considerado um dos nomes responsáveis pela transformação do hip-hop de um movimento de rua para um gênero musical hiperpopular e de importância e sucesso globais.
Diddy começou no setor musical como estagiário, em 1990, na Uptown Records, uma das gravadoras mais famosas dos EUA, e onde se destacou de forma meteórica e chegou a se tornar diretor. Em 1994, fundou sua própria gravadora, a Bad Boy Records.
Um de seus álbuns mais famosos, “No Way Out”, de 1997, rendeu a Diddy o Grammy de melhor álbum de rap. Principalmente depois do estouro com a música, Diddy fez ainda mais fortuna com empreendimentos do setor de bebidas alcoólicas e da indústria da moda, principalmente.
Ele também foi produtor de inúmeros artistas de sucesso e está por trás de grandes hits cantados por famosos. Muita gente, inclusive, o vê mais como um produtor e empresário do que como um músico.

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