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Funk em disputa: sócios da Kondzilla Records se desentendem e brigam até por nome da empresa

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Marca mais conhecida do funk de SP começou com clipes e abriu agência de MCs com famosos como Kevinho, Kekel e Jottapê. Agora, fundador Konrad e sócio Portuga entraram em disputa. Konrad Dantas, fundador da Kondzilla (esquerda) e Marcelo Portuga (direita, no centro), ao lado dos MCs Matteuzinho, Tainá Costa, Jottapê e Kevinho
Fábio Tito / G1 e Reprodução / Instagram
A Kondzilla, marca mais conhecida do funk de SP, é o centro de uma disputa entre os dois sócios da empresa que cuida do agenciamento de alguns dos maiores artistas do estilo. São 50 artistas no elenco, como Kevinho, Kekel, Jottapê, Lexa, Tainá Costa, Fióti, Lan e Dani Russo. Os dois sócios são:
Konrad Dantas, que tem o apelido de Kondzilla e fundou a companhia em 2012, inicialmente como uma produtora de clipes;
Marcelo Portuga, que se associou a Konrad em 2017 para fundarem uma empresa de agenciamento de artistas, a Kondzilla Records.
O g1 encontrou Portuga em um evento da maior rival da Kondzilla, a GR6. Ele disse que vai seguir com a agência e a empresa segue seus 50 artistas, mas usando o nome KZMP Records. Já Konrad diz que ele não tem o direito de usar outro nome na empresa que não seja Kondzilla.
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Ouça o podcast e leia mais a seguir:
A disputa ficou aparente para todos os fãs de funk no início de 2022, quando as redes sociais da Kondzilla Records apareceram com outro nome, KZMP Records. Só no Instagram, são mais de 2,5 milhões de seguidores. As redes são tocadas por Marcelo Portuga.
A Kondzilla tem 4 áreas de atuação:
Kondzilla Filmes – produção audiovisual, área inicial de atividade. Eles fazem não só clipes, mas também séries, como o sucesso “Sintonia”, em parceria com a Netflix. Konrad é o fundador e diretor dessa área.
Licenciamento de produtos
Portal Kondzilla – notícias
Kondzilla Records – agência de artistas, gravadora e editora de músicas, criada em parceria pelos dois. É nesta atividade, exercida por uma empresa separada, com Portuga e Konrad como sócios, que acontece a disputa.
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Encontro em 2017…
Portuga foi sócio da GR6, concorrente da Kondzilla, até 2017. Ele rompeu com a empresa e levou parte dos artistas, inclusive o estourado MC Kevinho, se uniu ao dono do maior canal de vídeos de funk do Brasil e fundou a Kondzilla Records.
O rompimento de Portuga com a GR6 e sua união com Kondzilla foi uma revolução no funk de SP, e marcou um momento de expansão e disputa das duas empresas. Houve até uma “guerra de contratação de MCs”.
Antes disso, a GR6 e a Kondzilla eram parceiras. A primeira agenciava os maiores artistas; a segunda produzia os maiores clipes. Quando Portuga rompeu com a GR6 e abriu um setor de agenciamento de cantores na Kondzilla, começou a guerra.
Rodrigo Oliveira, dono da GR6, revidou, e passou também a investir em clipes. Em junho de 2019, o g1 contou como ele conseguiu tirar parte da audiência da Kondzilla no YouTube e esquentar a batalha entre as duas maiores empresas do funk de SP.
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… e treta em 2022
Na semana passada, a GR6 anunciou a contratação de MC Dede, que era da Kondzilla Records. Portuga se reaproximou de Rodrigo, como o g1 comprovou no evento da GR6.
Portuga diz que está “revendo os termos da sociedade” com Konrad Dantas. Ele não quis entrar em detalhes sobre o motivo desentendimento com Konrad, mas afirmou que abandonar o nome Kondzilla Records não foi uma decisão repentina, e o desgaste vem de muito tempo.
O advogado de Portuga, Pedro Vale, diz que, na prática, a gravadora só passou a usar outro nome – que é, inclusive, o nome de registro original da empresa, KZMP. Ela continua em atividade plena com o seu elenco de artistas.
Pedro afirma que o ajuste dos termos da sociedade entre os dois está sendo feito de forma direta e não há uma disputa judicial.
Konrad diz que tem que ter a marca Kondzilla
Através de um comunicado por e-mail, Konrad diz que não concorda com a atividade da empresa com o nome KZMP. Leia o texto, assinado pelo advogado dele, Caio Mariano:
“A marca KondZilla Records constitui o elemento central dos negócios desenvolvidos pelas sociedades detidas por Konrad Dantas e Marcelo Augusto Gonçalves (Portuga). A utilização de qualquer outra marca fere as regras contratuais estabelecidas pelos sócios, exceto se aprovada por ambos, o que não ocorreu. Sendo assim, elas somente podem operar com as marcas KondZilla Records.”
Konrad disse, através de sua assessoria de imprensa, que vai “tomar providências” para interromper o uso da marca KZMP pela empresa, mas não quis informar que tipo de medidas irá tomar.
Pedro Vale disse ao g1 que a empresa vai seguir usando o nome de registro KZMP – portanto, sob esse ponto de vista, não há nem briga pelo nome – e que não há documentos que comprovem a obrigação contratual de se apresentar com o nome Kondzilla Records, ao contrário do que diz o comunicado enviado pelo advogado de Konrad.
MC Kevinho
Iude Richele / Divulgação

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